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Tecnologia impulsiona o empreendedorismo entre universitários capixabas

Pesquisa do DataSebrae mostra forte interesse de estudantes de ciência, tecnologia, engenharia e matemática em abrir um negócio
Por Cleci Krüger
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O ESX – Innovation Experience é o maior evento de inovação e empreendedorismo do ES e contou com mais de 20 mil participantes em 2026.

O empreendedorismo tecnológico desponta como um dos principais caminhos de carreira para universitários capixabas das áreas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Quase metade desse público (46%) pretende abrir o próprio negócio e, entre eles, sete em cada dez (70,4%) demonstram interesse por empreendimentos de base tecnológica. A preferência por inovar também aparece entre quem já empreende: 50% atua em negócios ligados à tecnologia.

Os dados indicam um alinhamento entre formação técnica e vocação empreendedora e fazem parte da pesquisa O Futuro dos Talentos, divulgada pelo DataSebrae. O levantamento foi realizado entre 8 e 18 de junho deste ano com 500 universitários do Espírito Santo.

A principal motivação desses jovens para empreender é a busca por independência financeira, apontada por 47,3% dos entrevistados. Em seguida aparecem a realização pessoal (24,6%) e a flexibilidade (16,5%), indicando que, para essa geração, empreender vai além de uma oportunidade de renda: torna-se uma forma de construir uma trajetória profissional mais alinhada aos próprios objetivos.

Segundo a analista de Inovação do Sebrae/ES, Vanessa Gusmão, a pesquisa revela que o modelo tradicional de carreira linear, em que o profissional ingressa jovem e permanece muitos anos na mesma empresa, já não é tão atrativo para as novas gerações das áreas STEM. Para ela, as empresas precisam estar atentas e adotar práticas mais alinhadas às expectativas desse público.

Analista de Inovação do Sebrae/ES, Vanessa Gusmão. Divulgação Sebrae/ES.

“Para reter esses talentos, as empresas precisarão adotar uma cultura focada na autonomia e na entrega de projetos, além de oferecer modelos mais flexíveis, como o trabalho híbrido. Essa transformação não é simples e, por isso, muitos jovens optam por empreender e criar modelos de negócios com potencial de crescimento mais acelerado”, relata.

Empreendedorismo tecnológico exige preparo
Apesar do interesse, ter uma boa ideia para uma solução tecnológica é apenas o ponto de partida. Destacar-se em um mercado em constante transformação exige preparo. “Para transformar uma ideia em um negócio real, rentável e sustentável, a nova geração precisa desenvolver múltiplas habilidades empreendedoras que nem sempre são aprendidas nas instituições de ensino tradicionais. Por isso, buscar apoio especializado pode fazer a diferença para transformar a intenção de empreender em realidade”, explica Vanessa.

Segundo a analista, as principais competências envolvem conhecimento multidisciplinar, autonomia, liderança, criatividade e uma postura ética na aplicação das tecnologias e da análise de dados. Em um contexto marcado por mudanças rápidas, a capacidade de adaptação também se torna uma habilidade essencial para quem deseja se destacar no empreendedorismo.

“Quando o empreendedorismo é visto como um projeto de carreira, o Sebrae/ES pode apoiar esse público de forma estratégica. Nossas soluções vão desde a formação da cultura empreendedora nas instituições de ensino, do ensino fundamental ao superior, até serviços de apoio para formalização de empresas, gestão, inovação, governança e validação de modelos de negócios”.

O Sebrae/ES também atua como um hub de conexão com o ecossistema de empreendedorismo e inovação. Iniciativas como o Sebrae Startups e eventos de grande porte, como o ESX – Innovation Experience, aproximam os jovens empreendedores de uma ampla rede de parceiros, investidores e instituições de apoio ao desenvolvimento de seus negócios.

Mais informações estão disponíveis no portal do Sebrae/ES.

Estado oferece ambiente favorável para negócios tecnológicos
O interesse dos universitários pelo empreendedorismo encontra, no Espírito Santo, um ambiente favorável para transformar ideias em negócios. Em 2025, o estado consolidou-se entre os mais inovadores do país ao alcançar a 8ª posição no Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (Ibid), resultado que reforça seu potencial para o desenvolvimento de negócios tecnológicos.

Esse cenário amplia as oportunidades para atrair e reter novos talentos, mas ainda exige avanços em áreas estratégicas. O ambiente é favorável para desenvolver projetos, fortalecer competências, promover conexões e acelerar startups por meio de investidores, no entanto, alguns desafios ainda precisam ser superados. Entre eles estão ampliar a formação nas áreas STEM, democratizar o acesso às oportunidades em todo o estado, fortalecendo iniciativas no interior, e adaptar as empresas às novas formas de gestão de pessoas.

Hoje, o Espírito Santo conta com um ecossistema articulado de iniciativas públicas e privadas, como a Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI); fundos de investimento, como o Funses e uma ampla rede de ambientes promotores de inovação.

Acesse também: DataSebrae

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