Os empresários capixabas se mostraram mais otimistas no mês de setembro. É o que revela a 8ª Pesquisa de Impactos da Pandemia do Coronavírus sobre os Pequenos Negócios realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Fundação Getúlio Vargas (FGV) na última semana de setembro, envolvendo 146 entrevistados no Espírito Santo. O levantamento aponta que 81% das empresas capixabas já retornaram às atividades e 70% precisaram de mudanças para se adaptar ao novo normal. O percentual já é maior se comparado à pesquisa anterior, que era de 64%.
“Esse crescimento reflete a capacidade dos empreendedores de se adequarem aos protocolos de segurança necessários para a reabertura das atividades. Além do quesito segurança, muitos empreendimentos apostaram na inovação para atrair os clientes, sendo que 34% deles lançaram ou adotaram novos serviços ou produtos”, destaca o superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo.
Com a retomada das atividades também percebeu-se uma necessidade de recontratação de funcionários. Enquanto em agosto apenas 4% das empresas estavam realizando essas contratações, em setembro esse percentual passou para 13%, chegando a uma média de duas contratações por estabelecimento.
A 8ª edição da Pesquisa também aponta que 41% das micro e pequenas empresas capixabas, que possuíam trabalhadores contratados, não realizou demissões, com uma média de quatro empregados.
De acordo com Pedro Rigo, as Micro e Pequenas Empresas representam 99% das empresas capixabas. “As MPEs são grandes geradoras de emprego e renda para o Espírito Santo, representam 39% do PIB e 57% dos empregos privados do nosso Estado. É importante para a nossa economia que elas retomem essas atividades de contratação, considerando, claro, as medidas de prevenção da transmissão da Covid-19 nos negócios”, garante.
Esse movimento também é motivado pela percepção dos empresários em relação à pandemia. Mesmo com 74% das empresas ainda sentindo a queda no faturamento, 20% dos empresários acreditam que o pior já passou, 9% estão animados com as novas oportunidades e 25% reconhecem que os desafios da pandemia provocaram mudanças que foram valiosas para o negócio.
Apesar do otimismo, a estimativa dos empresários capixabas é que a situação só volte a se normalizar daqui a um ano, enquanto 46% deles ainda dizem passar por dificuldades para manter o empreendimento.
Endividamento
Atualmente, 75% dos pequenos negócios do Espírito Santo não possui dívida ou está com as contas em dia. No início da pandemia, o percentual de empresários com dívidas em atraso era de 39% e, agora, esse número caiu para 25%, de acordo com a 8ª edição do levantamento.
Crédito
Segundo a pesquisa Sebrae/FGV, 54% dos entrevistados disseram ter tentado buscar crédito. Desses, 28% conseguiram o empréstimo, 18% estão aguardando resposta e 53% não conseguiram.
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