ASN ES
Compartilhe

Empreendedorismo infantil: que bicho é esse?

Confira um case inspirador de empreendedorismo infantil e materiais gratuitos do Sebrae para incentivar essa prática entre crianças e jovens.
Por Redação
ASN ES
Compartilhe

No dicionário, empreender significa conseguir ou tentar fazer uma tarefa considerada muito difícil, ou colocar em prática/executar determinadas iniciativas. Na prática, empreender pode ser montar o próprio negócio ou colocar uma ideia em ação. E para as crianças? Para a capixaba Nina Frainer, de 14 anos, empreender “é você correr atrás do seu sonho e não depender de alguém. Se o seu sonho depende de dinheiro, então corre atrás de como conseguir esse dinheiro. Empreender é ser independente”.

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae/ES) faz a sua parte quando o assunto é ensinar crianças e jovens a empreender. Por meio do Programa Educação Empreendedora, o Sebrae coloca o assunto em pauta nas salas de aula do Espirito Santo e já atendeu mais de 60 mil alunos de escolas particulares e públicas do estado, além de 2 mil professores, nos últimos 12 anos de atuação. 

“Temos certeza que, por meio da educação, podemos ajudar a formar cidadãos mais preparados a enfrentar os desafios do dia-a-dia, seja conduzindo seus empreendimentos ou colaborando com a construção de uma sociedade mais justa e capaz de evoluir de forma inovadora”, ressalta o analista do Sebrae/ES, Rodrigo Belcavello.

O empreendedorismo entrou na vida da Nina com o sonho de ir pra Disney. “Eu tinha seis anos e um sonho. Então procurei formas de realizá-lo e precisava de dinheiro para isso. Comecei a pesquisar como ganhar dinheiro e achei a pulseirinha da amizade. Produzi várias e vendi para os meus amigos da escola, e com apoio dos meus pais, para os amigos deles”, conta Nina. Depois das pulseiras, aos oito anos, ela passou a escrever livros. O primeiro, dos nove já escritos por ela, foi uma produção independente e ela usou a experiência da venda de pulseiras para vender a história. Foi nesse período, que surgiu a proposta da primeira palestra.

“Eu estava em Trancoso com meus pais e aproveitei para vender meu primeiro livro. Fui vendendo para as pessoas que estavam nos restaurantes e conheci um empresário que gostou muito da minha abordagem e pediu para eu fazer uma palestra para os filhos dele aprenderem a empreender. Fiquei nervosa, mas depois percebi que eu estava só contando a história da minha vida”, relembra. Depois disso, ela já realizou quase 20 palestras para ensinar crianças e adultos sobre empreendedorismo.

“Todas as ideias surgem da cabeça da Nina e nós estamos o tempo todo incentivando a criatividade. Meu papel como mãe é mostrar que ela pode, que ela sabe e que ela precisa estudar e se informar para realizar os sonhos. Eu não posso desincentivar ou limitar um sonho, porque sonho não tem que ter limite. Eu preciso apoiar e orientar para que ela alcance esses objetivos”, ressalta Xana Frainer, mãe da Nina.

Mesmo pouco divulgado, o empreendedorismo infantil tem se tornado algo crescente no Brasil. Muitas crianças, movidas pela criatividade e sem tanta noção de retorno financeiro, iniciam projetos e transformam ideias em realizações. É o caso da Marina Franco, que aos cinco anos decidiu ajudar pessoas com a doação de cabelo. 

“Eu não sabia dizer o que significava empreendedorismo nessa época, mas eu já sentia o que era e queria mudar a realidade das pessoas”, destaca Marina Franco, que hoje já está com 14 anos.

Desde o seu primeiro projeto, a Marina não parou de fazer o que se chama de empreendedorismo social. Já são quase dez projetos com foco nas pessoas. Só neste período de pandemia, Marina já arrecadou e distribuiu mais de seis mil cestas básicas.

“As minhas ações impactam muito na vida das pessoas e mudam a realidade delas, mesmo que minimamente”, destaca Marina, que apesar de ter consciência dos seus feitos, acredita que é algo que todos deveriam fazer. Para Marina, empreender faz parte da rotina e não atrapalha em nada a sua relação com amigos, família e o estudo. “É possível se divertir e empreender. Alguns amigos até assumem algumas responsabilidades sociais comigo, mas também tenho os meus momentos de diversão, estudos, relações familiares e sociais. Vejo o que é prioridade para cada momento”.

Educação empreendedora na Pandemia

Desde dezembro de 2017, quando entrou em vigor a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o empreendedorismo faz parte da rotina de alunos e professores. O Sebrae, há 12 anos, já trabalha este tema nas escolas, mas com a pandemia do coronavírus o formato desse serviço precisou mudar. 

Para continuar fomentando o empreendedorismo mesmo durante o período de pandemia, o Sebrae preparou seis e-books gratuitos que trabalham o tema e estão disponíveis no link https://bit.ly/educacao-empreendedora-es. Outras dicas e explicações sobre empreendedorismo infantil também podem ser acessadas pelo site https://sebrae12deoutubro.com.br/.

-

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

Equipe Pulso

Mirela Adams: (27) 99277-5678 / [email protected]

Camila Soares: (27) 99709-4277 / [email protected]

Maurílio Mendonça: (27) 99932-1181 / [email protected]

-

INFORMAÇÕES PARA EMPREENDEDORES

Central de Relacionamento Sebrae – 0800 570 0800

Os textos veiculados pela Agência Sebrae de Notícias – ES são produzidos pela Assessoria do Sebrae/ES e podem ser reproduzidos gratuitamente, apenas para fins jornalísticos, mediante a citação da Agência.

-